Nestes tempos de pandemia e retiro forçado em nossas casas, há quem fale em retorno à normalidade e quem fale que não podemos voltar à antiga normalidade porque ela é o problema. Assim se fala numa nova normalidade ou numa outra normalidade. Há, porém, quem tenha transformado o vírus em bode expiatório como se ele fosse o responsável pela mudança em nossas vidas. Há quem considere o vírus como nosso inimigo de guerra, mas será mesmo assim? O vírus é causa de nossos males ou consequência de um modo coletivo de vida, global e local que está quebrando equilíbrios vitais e colocando a vida em risco no planeta?
Autor: CEPRIR
Professor Fábio Bento lança novo livro: “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais”
Em “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais” o professor Fábio Bento volta aos anos de 1990, para lembrar que enquanto alguns celebravam o fim do sovietismo como uma vitória do capitalismo, a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, na contramão desse entusiasmo, interrogou-se sobre quando ocorreria também a queda do “muro do capitalismo e do consumismo” e lançou em seguida como desafio planetário a construção de uma nova economia, ecológica, de comunhão, partilha e de não acumulação privatista. Esta publicação é destinada a estudantes e interessados em construir frentes em prol da fraternidade social, local e mundial.
Membros do CEPRIR integram projeto latino-americano que discute a “nova normalidade” pós-pandemia
Precariedade no sistema de saúde mundial, crise econômica, desigualdades sociais, miséria, poluição, degradação ambiental. O vírus Sars-CoV-2 desvelou uma série de anomalias com as quais a humanidade tem convivido e que revelam a necessidade de estabelecimento de um novo marco civilizatório. Nesse sentido, um grupo de pesquisadores latino-americanos tem desenvolvido uma campanha intitulada “Uma nova normalidade” (Una nueva normalidad) que conta com a atuação efetiva de membros do Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião - os professores Marcos Alan S. V. Ferreira (UFPB) e Fábio Nobre (UEPB), fazem parte desta iniciativa.
Observações sobre a relação da China com o Budismo Tibetano
A relação da República Popular da China com o budismo tibetano, está não apenas associado ao comunismo chinês, mas à relação de poder que a nação impõe sobre o Tibete ao longo da sua trajetória. Ao propor uma retratação histórica, o território foi conquistado pelos mongóis no século XIII e ocupado pelos chineses em 1720, na época da dinastia Qing. O País só alcançou a independência com a queda da dinastia Manchu e o fim do império chinês, em 1912, então governado pelo Dalai Lama e de autonomia interna e governo próprio, mas há controvérsias. Por vezes os chineses chegaram contestar que o Tibete nunca foi separado da nação, com o argumento de que antigos territórios do império chinês devem fazer parte da China continental.
Resenha – “Uma História dos Povos Árabes”, de Albert Hourani
Essa obra seminal, elementar para qualquer estudioso do Oriente Médio, foi publicada pela primeira vez em 1991. Como fica claro desde o início da obra, seu relato de uma civilização inspira-se grandemente na obra de Ibn Khaldun [2], Muqaddimah. Permeando toda a obra de Hourani, está o conceito de asabiyya, ou seja, “um espírito corporativo voltado para a obtenção e manutenção do poder” (p.17). Nota-se que a coesão e existência do mundo árabe foi fruto de um poder que passara de governantes para os membros do próprio grupo, muitas vezes substituído por uma dinastia que continuaria a conduzir o poder de modo semelhante.
Membro do CEPRIR participa de evento online sobre Diálogo Interreligioso
Na noite de hoje (20/04), o Prof. Me. Nivaldo Inojosa (ASCES/UNITA), participará de um evento online, debatendo o Diálogo Interreligioso. O evento é realizado por um braço do Movimento Internacional dos Focolares. Confira o briefing e mais informações.
Religião e COVID-19: o que líderes religiosos estão fazendo a respeito?
Em dezembro de 2019, os primeiros casos do Covid-19 foram anunciados pelo governo chinês e, em março de 2020, a OMS classificou a doença como uma pandemia devido ao aumento do número de casos e a disseminação da doença a nível global. Até o começo de abril, constata-se que temos cerca de 1.400.000 casos confirmados e 80.000 mortes em todo o mundo [...] Então, qual o comportamento de líderes religiosos frente à pandemia e de que forma esses líderes podem exercer um papel positivo ou negativo para o Estado?
Celtics vs Rangers: religião e rivalidade no maior clássico futebolístico escocês
A Escócia, região que compõe o Reino Unido, com aproximadamente cinco milhões e meio de habitantes, possui uma das maiores rivalidades do futebol mundial. Isso porque, o país de religião protestante, possui entre seus maiores times um clube de origem católica, criado por imigrantes e com viés esquerdista. Em contraponto, um outro clube de raiz protestante, monarquista e elitista.
Religião e Política na Índia: cultura política, direitos e Hindutva
Por que há uma incidência forte da religião no contexto político na Índia? Para responder essa pergunta, de maneira concisa, apontamos a cultura política do país como vetor que maximiza a religião na política. Assim, é importante colocar que a República secular na Índia teve início com uma forte influência religiosa, e que as diversas religiões, que convivem no contexto indiano, têm em suas filosofias princípios de hierarquia social e disparidade na universalização dos direitos.
Resenha – “Campos de sangue: Religião e a História da Violência”, de Karen Armstrong
Karen Armstrong é professora e é autora de diversos livros (The Case for God. Vintage. 2009; The Great Transformation: The Beginning of Our Religious Traditions. 2006.; The Battle for God: Fundamentalism in Judaism, Christianity and Islam. 2000.; A Short History of Myth. 2005.). Em “Campos de sangue: Religião e a História da Violência” (2016, Companhia das Letras) ela busca respostas para a ligação entre religião e violência, essas que se apresentam juntas, possivelmente, desde as primeiras civilizações: Seria, então, a religião violenta? Quanta culpa pela história da violência humana podemos atribuir à religião em si?
