Histórico, Publicações

Novo livro da professora Anna Carletti investiga gênero, liderança feminina e renovação na Igreja Católica

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião lança o livro "Chiara Lubich e a Questão de Gênero na Igreja Católica" da Profa. Dra. Anna Carletti. A obra analisa a contribuição de Chiara Lubich para relações equânimes entre gêneros na Igreja Católica, promovendo reflexões sobre justiça e participação feminina.

Debates

Religião e crime organizado: reflexões sobre a narcorreligiosidade no Brasil

A relação entre neopentecostalismo e crime organizado no Brasil revela um fenômeno crescente, onde traficantes se autodenominam "traficantes de Jesus". Essa fusão entre religião e criminalidade transforma práticas na favela e legitima a violência, enquanto as igrejas emergem como centros de acolhimento. Essa dinâmica desafia políticas públicas e a laicidade do Estado.

Debates

A Religião como Política Estratégica nas Plataformas Digitais 

O Neopentecostalismo no Brasil se destaca pela sua intensa presença nas mídias digitais, superando as limitações das igrejas tradicionais e promovendo maior engajamento político e religioso. Essa dinâmica não apenas transforma a experiência de fé, mas também impacta a mobilização política, aproveitando plataformas digitais para fortalecer identidades e fomentar narrativas de guerra cultural.

Histórico, Notícias

A Realidade em Chiara Lubich: Nova Publicação e Arguição de Titularidade do Prof. Fábio Bento

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião divulga a tese do Prof. Dr. Fábio Régio Bento, que aborda a interseção entre política e religião. Seu trabalho analisa a "Realidade" no pensamento de Chiara Lubich, contribuindo para diálogos críticos nas Relações Internacionais. O parecer do Prof. Dr. Wolkmer destaca a relevância social da pesquisa.

Debates

O Vaticano e a Política da Paz: Da Pacem in Terris à Populorum Progressio

A Guerra Fria moldou relações de poder e destacou a diplomacia do Vaticano, que buscou unir ética e política. O Papa João XXIII e seu sucessor, Paulo VI, enfatizaram a paz e a justiça social, promovendo um papel humanizador da Igreja na política global e defendendo princípios universais, apesar de tensões com regimes autoritários.

Debates

O Estado do Vaticano e a Santa Sé: Distinções Jurídicas e Políticas no Sistema Internacional

O Estado da Cidade do Vaticano e a Santa Sé, apesar de frequentemente confundidos, têm naturezas jurídicas distintas. O Vaticano é o território que assegura a soberania do papado, enquanto a Santa Sé é a autoridade central da Igreja Católica, atuando como um importante ator diplomático e mediador em relações internacionais e conflitos.

Debates

Papa Francisco, capitalismo e movimentos populares

O Papa Francisco se destacou por uma crítica profunda ao sistema capitalista, defendendo não apenas reformas, mas uma verdadeira mudança de sistema. Em encontros com movimentos populares, ele denunciou a lógica do lucro a qualquer custo, que gera exclusão social, destruição ambiental e uma “cultura do descarte”. Francisco propõe uma alternativa baseada nos “três T” – trabalho, teto e terra – e no protagonismo das maiorias excluídas na construção de uma sociedade mais justa. Em vez de ocupar espaços de poder, ele defendeu gerar processos de transformação que priorizem o bem comum, os direitos humanos e a harmonia com a natureza. Inspirado em Francisco de Assis, o Papa rompe com o antropocentrismo e propõe uma economia da fraternidade entre todos os seres. Sua voz se tornou referência ética e política entre os que lutam por dignidade, justiça social e ambiental.

Notícias

Francisco, o papa que confrontou a indiferença

O pontificado de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, primeiro latino-americano e jesuíta a liderar a Igreja Católica, foi marcado por doze anos de reformas institucionais, protagonismo internacional e um estilo pastoral voltado à simplicidade, à paz e à justiça social. Sua atuação destacou-se pela crítica ao neoliberalismo, defesa dos migrantes, apelos à paz global e combate à crise ambiental, notadamente expressos nas encíclicas Laudato Si’ e Fratelli Tutti. Internamente, promoveu mudanças estruturais, como a reforma da Cúria Romana com a Praedicate Evangelium, ampliou o espaço para leigos e mulheres em posições de liderança e assumiu posição mais inclusiva diante de minorias e dos escândalos de abuso sexual na Igreja. Sua diplomacia de princípios aproximou a Santa Sé do diálogo inter-religioso e das causas sociais contemporâneas. Com sua morte em abril de 2025, após uma última bênção marcada por apelos à paz mundial, a Igreja enfrenta agora o desafio de escolher um sucessor que possa dar continuidade — ou não — a esse legado de abertura e engajamento com os “condenados da terra”.