O conceito de "hindu" originou-se como um termo geográfico, mas, com o tempo, tornou-se uma categoria religiosa e cultural. O hinduísmo evoluiu de uma religiosidade védica para um sistema mais filosófico, enquanto o Hindutva, uma ideologia nacionalista, promove uma identidade hindu homogênea, excluindo muçulmanos e outros grupos, afetando a cidadania na Índia.
Categoria: Debates
Religião e crime organizado: reflexões sobre a narcorreligiosidade no Brasil
A relação entre neopentecostalismo e crime organizado no Brasil revela um fenômeno crescente, onde traficantes se autodenominam "traficantes de Jesus". Essa fusão entre religião e criminalidade transforma práticas na favela e legitima a violência, enquanto as igrejas emergem como centros de acolhimento. Essa dinâmica desafia políticas públicas e a laicidade do Estado.
A Religião como Política Estratégica nas Plataformas Digitais
O Neopentecostalismo no Brasil se destaca pela sua intensa presença nas mídias digitais, superando as limitações das igrejas tradicionais e promovendo maior engajamento político e religioso. Essa dinâmica não apenas transforma a experiência de fé, mas também impacta a mobilização política, aproveitando plataformas digitais para fortalecer identidades e fomentar narrativas de guerra cultural.
Islã, autoritarismo e subdesenvolvimento: Uma entrevista com Ahmet T. Kuru
O politólogo Ahmet Kuru lançará seu livro "Islã, Autoritarismo e Subdesenvolvimento" no Brasil, discutindo as relações entre religião e política. Kuru argumenta que o problema não é o islã em si, mas a aliança entre o clero e o Estado, abordando questões globais de autoritarismo e desenvolvimento em contextos diversos. Confira a entrevista completa.
Um panorama histórico do neopentecostalismo no Brasil
O neopentecostalismo no Brasil emerge como uma expressão religiosa em constante transformação, adaptando-se às mudanças sociais e culturais. Caracterizado pela Teologia da Prosperidade e pela flexibilização de tradições, dialoga com as demandas contemporâneas. O movimento também se destaca pela influência política e pelo uso intensivo de meios de comunicação.
A fé como arma simbólica na Hungria de Orbán
A derrota de Viktor Orbán em 2026 encerra 16 anos de governo, mas evidencia a persistência do orbanismo. O uso do cristianismo como ferramenta política permitiu a Orbán estruturar sua narrativa em torno da identidade nacional e da exclusão de "outsiders". Essa mobilização religiosa deve ser considerada uma estratégia essencial para seu projeto iliberal.
Uma leitura construtivista da religião como fator de interesse nacional
A religião, entendida como um sistema de crenças, continua a ter um papel central na política internacional, influenciando a identidade e os interesses das nações, mesmo em Estados seculares. Uma leitura construtivista evidencia exemplos como Indonésia e Índia e mostram que valores religiosos moldam prioridades externas e percepções sobre aliados e inimigos, revelando sua relevância decisiva.
Bento XVI e os Desafios de um Pontificado em Tempos de Turbulência
O papado de Bento XVI foi marcado por escândalos sexuais, questões diplomáticas e busca pelo diálogo inter-religioso. Enfrentou controvérsias, como a revogação de excomunhões e comentários sobre AIDS, enquanto implementou medidas contra abusos e reformou a gestão financeira do Vaticano. Sua renúncia em 2013 foi vista como um reconhecimento de limites.
João Paulo II: O Papa por sobre os muros
João Paulo II surge como figura decisiva da Guerra Fria, unindo fé e diplomacia. De origem polonesa, enfrentou o comunismo com resistência espiritual, sobreviveu a um atentado, aproximou-se dos EUA e defendeu os pobres sem aderir a ideologias. Seu papado consolidou-se pela coragem, diálogo e busca pela paz mundial, mas não foi livre de rusgas e atritos.
João Paulo I: A brevíssima ponte entre fé e política no Vaticano
O equilíbrio entre a liderança religiosa e a política no Vaticano é complexo, especialmente evidente no Conclave que elegeu João Paulo I, um Papa mais voltado à espiritualidade. Seu breve papado, de apenas 33 dias, gerou suspeitas sobre sua morte súbita e levantou incertezas sobre sua visão política, que parecia continuar a do seu antecessor.
