Debates

O Vaticano e a Política da Paz: Da Pacem in Terris à Populorum Progressio

A Guerra Fria moldou relações de poder e destacou a diplomacia do Vaticano, que buscou unir ética e política. O Papa João XXIII e seu sucessor, Paulo VI, enfatizaram a paz e a justiça social, promovendo um papel humanizador da Igreja na política global e defendendo princípios universais, apesar de tensões com regimes autoritários.

Debates

O Estado do Vaticano e a Santa Sé: Distinções Jurídicas e Políticas no Sistema Internacional

O Estado da Cidade do Vaticano e a Santa Sé, apesar de frequentemente confundidos, têm naturezas jurídicas distintas. O Vaticano é o território que assegura a soberania do papado, enquanto a Santa Sé é a autoridade central da Igreja Católica, atuando como um importante ator diplomático e mediador em relações internacionais e conflitos.

Debates

O retiro de Mujica, Mandela e Frei Betto

Por Fábio Bento (Unipampa) Entre os tantos pontos em comum entre Mujica, Mandela e Frei Betto, um deles é que os três transformaram um obstáculo terrível, que é a prisão política, em ocasião de serviço e libertação da visão-ação. Conheci pessoalmente Mujica na fronteira com o Uruguai. Conheço Frei Betto. Mandela não conheci, mas fui… Continuar lendo O retiro de Mujica, Mandela e Frei Betto

Debates

Papa Francisco, capitalismo e movimentos populares

O Papa Francisco se destacou por uma crítica profunda ao sistema capitalista, defendendo não apenas reformas, mas uma verdadeira mudança de sistema. Em encontros com movimentos populares, ele denunciou a lógica do lucro a qualquer custo, que gera exclusão social, destruição ambiental e uma “cultura do descarte”. Francisco propõe uma alternativa baseada nos “três T” – trabalho, teto e terra – e no protagonismo das maiorias excluídas na construção de uma sociedade mais justa. Em vez de ocupar espaços de poder, ele defendeu gerar processos de transformação que priorizem o bem comum, os direitos humanos e a harmonia com a natureza. Inspirado em Francisco de Assis, o Papa rompe com o antropocentrismo e propõe uma economia da fraternidade entre todos os seres. Sua voz se tornou referência ética e política entre os que lutam por dignidade, justiça social e ambiental.

Notícias, Publicações, Resenhas

Recensione di Giulia Paola Di Nicola (Sociologa) del libro di Fábio Régio Bento, “Il Sogno di Chiara: La Realtà in Chiara Lubich (CEPRIR, 2024)

Il CEPRIR è lieto di annunciare una recensione scritta dalla sociologa Giulia Paola Di Nicola, una rispettata ricercatrice che insegna Sociologia in diverse università italiane ed è professore in visita presso università in Canada, Belgio, Germania e Brasile. È vicepresidente della Commissione di Parità della Regione Abruzzo. Con Maria Clara Bingemer è autrice di Simone Weil: Azione e contemplazione.

Debates

Ahmet Kuru: “Desmantelar o ‘Estado ulemá’ é crucial para o futuro dos países de maioria muçulmana”

Opinião: Ao invés de somente culpar o Islã ou o colonialismo do Ocidente, sociedades muçulmanas deveriam praticar uma crítica auto-reflexão e desmantelar o “Estado ulemá” para verdadeiramente abordar os problemas políticos e socioeconômicos, escreve Ahmet T. Kuru - diretor do Centro de Estudos Islâmicos e Árabes e ex-professor de Ciência Política na San Diego State University.

Eventos, Histórico

Palestra “Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana”

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião convida para a mesa-redonda "Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana", a acontecer no dia 24 de novembro, em conferência online no canal do CEPRIR no YouTube. O epistemicídio não é simplesmente a extinção dos saberes de um determinado… Continuar lendo Palestra “Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana”

Debates, Notícias

O Vaticano e o Holocausto: implicações políticas do silêncio de Pio XII

Recentemente um documento foi exposto nos noticiários que revelou que Eugenio Paccelli, Papa Pio XII (1939 - 1958), estava ciente da existência de campos nazistas e o funcionamento real deles. Contrapondo os ditos anteriormente que afirmavam a desinformação da Santa Sé na época, descredibilizando a atuação de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial e sua neutralidade - com o silêncio - diante das milhares de mortes que ocorreram, principalmente contra à população judaica. Mas por que as cartas estão vindo à tona agora, e o que o silêncio de Pio XII representa politicamente para o Vaticano?