Notícias, Publicações

Publicado livro “Relações Internacionais e Religião – Reflexões rumo a um contexto pós-laicista”

É notável a qualidade e quantidade de novos pesquisadores se debruçando em compreender como o transcendente afeta a política internacional. Tem sido cada vez mais natural a busca de discentes em pesquisar temas como o papel da Igreja Católica na mediação de conflitos, os aportes das tradições hindus e budistas na paz, a contribuição das… Continuar lendo Publicado livro “Relações Internacionais e Religião – Reflexões rumo a um contexto pós-laicista”

Debates

A relação da China com os uigures e o projeto da Nova Rota da Seda

A China, em toda sua grandiosidade territorial e populacional, é lar para mais de 50 etnias e, não podendo ser diferente, é um dos países mais culturalmente diversos do globo. Dentre essas etnias estão os uigures, mulçumanos que falam uma língua próxima ao turco e vivem, em sua maioria, em Xinjiang, uma região autônoma localizada no noroeste da China. [...] os últimos anos do século XX e os primeiros do século XXI foram marcados pelo acirramento das tensões na região. [...] A verdadeira caça às bruxas fez com que Xinjiang se tornasse uma das regiões mais vigiadas do mundo e o principal objetivo do governo chinês é apagar toda e qualquer forma de sentimento separatista e extremista que possa estar presente na sociedade uigur.

Publicações, Resenhas

Resenha – “Religious Leaders and Conflict Transformation: Northern Ireland and Beyond”, de Nukhet A. Sandal

A discussão sobre religião na esfera da Política Internacional, sobretudo na literatura acadêmica de Relações Internacionais - principalmente no que se refere à dinâmica dos conflitos - trata-se de um fenômeno em ascensão. Neste sentido, diversos estudos indicam que a religião apresenta um caráter dualista, sendo influente em questões relacionadas à paz e à violência. Ainda assim, é importante salientar que nesse campo de pesquisa há uma predominância de trabalhos abordando a religião enquanto um fator negativo – seja tanto como um intensificador quanto a causa de conflitos. Todavia, no que se refere à questões de paz, é possível perceber que a religião é capaz de apresentar um fator positivo podendo colaborar em diversos viéses, tanto na mediação e transformação de conflitos quanto construção de paz.

Debates

Religião e Relações Internacionais: Revisão de uma concepção esgotada de progresso e pesquisa

Nestes tempos de pandemia e retiro forçado em nossas casas, há quem fale em retorno à normalidade e quem fale que não podemos voltar à antiga normalidade porque ela é o problema. Assim se fala numa nova normalidade ou numa outra normalidade. Há, porém, quem tenha transformado o vírus em bode expiatório como se ele fosse o responsável pela mudança em nossas vidas. Há quem considere o vírus como nosso inimigo de guerra, mas será mesmo assim? O vírus é causa de nossos males ou consequência de um modo coletivo de vida, global e local que está quebrando equilíbrios vitais e colocando a vida em risco no planeta?

Notícias, Publicações

Professor Fábio Bento lança novo livro: “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais”

Em “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais” o professor Fábio Bento volta aos anos de 1990, para lembrar que enquanto alguns celebravam o fim do sovietismo como uma vitória do capitalismo, a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, na contramão desse entusiasmo, interrogou-se sobre quando ocorreria também a queda do “muro do capitalismo e do consumismo” e lançou em seguida como desafio planetário a construção de uma nova economia, ecológica, de comunhão, partilha e de não acumulação privatista. Esta publicação é destinada a estudantes e interessados em construir frentes em prol da fraternidade social, local e mundial.

Debates

Observações sobre a relação da China com o Budismo Tibetano

A relação da República Popular da China com o budismo tibetano, está não apenas associado ao comunismo chinês, mas à relação de poder que a nação impõe sobre o Tibete ao longo da sua trajetória. Ao propor uma retratação histórica, o território foi conquistado pelos mongóis no século XIII e ocupado pelos chineses em 1720, na época da dinastia Qing. O País só alcançou a independência com a queda da dinastia Manchu e o fim do império chinês, em 1912, então governado pelo Dalai Lama e de autonomia interna e governo próprio, mas há controvérsias. Por vezes os chineses chegaram contestar que o Tibete nunca foi separado da nação, com o argumento de que antigos territórios do império chinês devem fazer parte da China continental.

Resenhas

Resenha – “Uma História dos Povos Árabes”, de Albert Hourani

Essa obra seminal, elementar para qualquer estudioso do Oriente Médio, foi publicada pela primeira vez em 1991. Como fica claro desde o início da obra, seu relato de uma civilização inspira-se grandemente na obra de Ibn Khaldun [2], Muqaddimah. Permeando toda a obra de Hourani, está o conceito de asabiyya, ou seja, “um espírito corporativo voltado para a obtenção e manutenção do poder” (p.17). Nota-se que a coesão e existência do mundo árabe foi fruto de um poder que passara de governantes para os membros do próprio grupo, muitas vezes substituído por uma dinastia que continuaria a conduzir o poder de modo semelhante.