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A relação da China com os uigures e o projeto da Nova Rota da Seda

A China, em toda sua grandiosidade territorial e populacional, é lar para mais de 50 etnias e, não podendo ser diferente, é um dos países mais culturalmente diversos do globo. Dentre essas etnias estão os uigures, mulçumanos que falam uma língua próxima ao turco e vivem, em sua maioria, em Xinjiang, uma região autônoma localizada no noroeste da China. [...] os últimos anos do século XX e os primeiros do século XXI foram marcados pelo acirramento das tensões na região. [...] A verdadeira caça às bruxas fez com que Xinjiang se tornasse uma das regiões mais vigiadas do mundo e o principal objetivo do governo chinês é apagar toda e qualquer forma de sentimento separatista e extremista que possa estar presente na sociedade uigur.

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Existe uma fé humanitária secular?

Tem havido muita discussão recentemente sobre as respostas seculares e religiosas para emergências humanitárias que tentam destacar os pressupostos normativos presentes em ambos. Alguns chegaram mesmo a dizer que o humanitarismo secular é uma fé própria em muitos aspectos. Mas, embora tal descrição possa ajudar a destacar que o humanitarismo secular não é tão neutro e universal quanto pensamos anteriormente, pode não ser um reflexo preciso das realidades do humanitarismo secular, e também pode empobrecer nosso conceito de que “ fé” realmente é. Exploramos, aqui, esses e outros problemas ao descrever o humanitarismo secular como uma fé.

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Uma fé digital? A pandemia de COVID-19 e a adaptabilidade da religião

Os bloqueios causados pela Covid-19 enfraquecerão a estabilidade da religião moderna? A religião se adaptar a uma sociedade amplamente mudada? Neste breve texto, refletimos sobre estas e outras questões, para explorar o que a ascensão da religião digital durante a Covid-19 pode nos dizer sobre a natureza da religião e sua capacidade de adaptação em tempos incertos.

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Religião e Relações Internacionais: Revisão de uma concepção esgotada de progresso e pesquisa

Nestes tempos de pandemia e retiro forçado em nossas casas, há quem fale em retorno à normalidade e quem fale que não podemos voltar à antiga normalidade porque ela é o problema. Assim se fala numa nova normalidade ou numa outra normalidade. Há, porém, quem tenha transformado o vírus em bode expiatório como se ele fosse o responsável pela mudança em nossas vidas. Há quem considere o vírus como nosso inimigo de guerra, mas será mesmo assim? O vírus é causa de nossos males ou consequência de um modo coletivo de vida, global e local que está quebrando equilíbrios vitais e colocando a vida em risco no planeta?

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Resistindo à lógica colonial no pensamento cristão: um ensaio sobre o supersessionismo nos EUA

Por mais tentador que seja atribuir impulsos assassinos aos chamados tempos coloniais anteriores, os cristãos fariam bem em prestar atenção em como essa lógica continua a operar hoje no pensamento teológico e político.

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Breve observação sobre os nacionalismos secular e religioso

Como fundamentos para os estados-nação, o nacionalismo religioso e o nacionalismo secular são frequentemente vistos como pólos opostos. Todas essas representações perpetuam mal-entendidos comuns sobre religião e secularismo. Na realidade, o nacionalismo religioso e o nacionalismo secular são termos genéricos que incluem ideologias incrivelmente diversas. Seus valores podem ser sobrepostos ou opostos, dependendo do contexto social e histórico.

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Os muitos Ramayanas e o monopólio do pensamento

O Ramayana pertence a uma classe de literatura conhecida em sânscrito como kavya (poesia), embora no Ocidente seja considerada como pertencendo à categoria de literatura familiar aos leitores de Homero, o épico. O texto teve uma influência decisiva na formação da natureza da civilização indiana. Em 2011, o Conselho Acadêmico da Universidade de Delhi decidiu retirar o ensaio 300 Ramayana de A.K. Ramanujan do plano de estudos da instituição, em grande parte devido à pressão das organizações de direita. O ensaio é objeto de polêmica desde 2008, quando esses grupos se opuseram a algumas das conclusões apresentadas por Ramanujan.

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Observações sobre a relação da China com o Budismo Tibetano

A relação da República Popular da China com o budismo tibetano, está não apenas associado ao comunismo chinês, mas à relação de poder que a nação impõe sobre o Tibete ao longo da sua trajetória. Ao propor uma retratação histórica, o território foi conquistado pelos mongóis no século XIII e ocupado pelos chineses em 1720, na época da dinastia Qing. O País só alcançou a independência com a queda da dinastia Manchu e o fim do império chinês, em 1912, então governado pelo Dalai Lama e de autonomia interna e governo próprio, mas há controvérsias. Por vezes os chineses chegaram contestar que o Tibete nunca foi separado da nação, com o argumento de que antigos territórios do império chinês devem fazer parte da China continental.

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Religião e COVID-19: quatro lições da experiência do Ebola

O Ebola e o COVID-19, duas doenças infecciosas devastadoras que se espalharam rapidamente pelas populações, cruzando fronteiras de todos os tipos, colocaram os sistemas de saúde locais, nacionais e internacionais em testes cruciais. Elas também testam comunidades religiosas, local e globalmente. É possível aprender lições vitais de ambas as experiências. Primeiro, religião e ciência devem… Continuar lendo Religião e COVID-19: quatro lições da experiência do Ebola