Por Fábio Bento (Unipampa) Entre os tantos pontos em comum entre Mujica, Mandela e Frei Betto, um deles é que os três transformaram um obstáculo terrível, que é a prisão política, em ocasião de serviço e libertação da visão-ação. Conheci pessoalmente Mujica na fronteira com o Uruguai. Conheço Frei Betto. Mandela não conheci, mas fui… Continuar lendo O retiro de Mujica, Mandela e Frei Betto
Papa Francisco, capitalismo e movimentos populares
O Papa Francisco se destacou por uma crítica profunda ao sistema capitalista, defendendo não apenas reformas, mas uma verdadeira mudança de sistema. Em encontros com movimentos populares, ele denunciou a lógica do lucro a qualquer custo, que gera exclusão social, destruição ambiental e uma “cultura do descarte”. Francisco propõe uma alternativa baseada nos “três T” – trabalho, teto e terra – e no protagonismo das maiorias excluídas na construção de uma sociedade mais justa. Em vez de ocupar espaços de poder, ele defendeu gerar processos de transformação que priorizem o bem comum, os direitos humanos e a harmonia com a natureza. Inspirado em Francisco de Assis, o Papa rompe com o antropocentrismo e propõe uma economia da fraternidade entre todos os seres. Sua voz se tornou referência ética e política entre os que lutam por dignidade, justiça social e ambiental.
Francisco, o papa que confrontou a indiferença
O pontificado de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, primeiro latino-americano e jesuíta a liderar a Igreja Católica, foi marcado por doze anos de reformas institucionais, protagonismo internacional e um estilo pastoral voltado à simplicidade, à paz e à justiça social. Sua atuação destacou-se pela crítica ao neoliberalismo, defesa dos migrantes, apelos à paz global e combate à crise ambiental, notadamente expressos nas encíclicas Laudato Si’ e Fratelli Tutti. Internamente, promoveu mudanças estruturais, como a reforma da Cúria Romana com a Praedicate Evangelium, ampliou o espaço para leigos e mulheres em posições de liderança e assumiu posição mais inclusiva diante de minorias e dos escândalos de abuso sexual na Igreja. Sua diplomacia de princípios aproximou a Santa Sé do diálogo inter-religioso e das causas sociais contemporâneas. Com sua morte em abril de 2025, após uma última bênção marcada por apelos à paz mundial, a Igreja enfrenta agora o desafio de escolher um sucessor que possa dar continuidade — ou não — a esse legado de abertura e engajamento com os “condenados da terra”.
O CEPRIR lança o novo livro do professor Fábio Régio Bento, “O Sonho de Chiara”
O Centro de Estudos de Política, Relações Internacionais e Religião (CEPRIR) tem o prazer de anunciar a publicação do livro de Fabio Regio Bento sobre A Realidade em Chiara Lubich que está disponível gratuitamente.
Recensione di Giulia Paola Di Nicola (Sociologa) del libro di Fábio Régio Bento, “Il Sogno di Chiara: La Realtà in Chiara Lubich (CEPRIR, 2024)
Il CEPRIR è lieto di annunciare una recensione scritta dalla sociologa Giulia Paola Di Nicola, una rispettata ricercatrice che insegna Sociologia in diverse università italiane ed è professore in visita presso università in Canada, Belgio, Germania e Brasile. È vicepresidente della Commissione di Parità della Regione Abruzzo. Con Maria Clara Bingemer è autrice di Simone Weil: Azione e contemplazione.
Lançada a Cartilha “Oikos: Uma introdução à diversidade religiosa”
O Centro de Estudos de Política, Relações Internacionais e Religião (CEPRIR) tem o prazer de anunciar o lançamento da Cartilha “Oikos: Uma introdução à diversidade religiosa”. Trabalho fruto do Projeto de Extensão OIKOS vinculado ao CEPRIR e financiado pela Universidade Estadual da Paraíba.
Il CEPRIR lancia il nuovo libro del professor Fábio Régio Bento, “Il Sogno di Chiara
O Centro de Estudos de Política, Relações Internacionais e Religião (CEPRIR) tem o prazer de anunciar a publicação do livro de Fabio Regio Bento sobre A Realidade em Chiara Lubich que está disponível gratuitamente.
Ahmet Kuru: “Desmantelar o ‘Estado ulemá’ é crucial para o futuro dos países de maioria muçulmana”
Opinião: Ao invés de somente culpar o Islã ou o colonialismo do Ocidente, sociedades muçulmanas deveriam praticar uma crítica auto-reflexão e desmantelar o “Estado ulemá” para verdadeiramente abordar os problemas políticos e socioeconômicos, escreve Ahmet T. Kuru - diretor do Centro de Estudos Islâmicos e Árabes e ex-professor de Ciência Política na San Diego State University.
Palestra “Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana”
O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião convida para a mesa-redonda "Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana", a acontecer no dia 24 de novembro, em conferência online no canal do CEPRIR no YouTube. O epistemicídio não é simplesmente a extinção dos saberes de um determinado… Continuar lendo Palestra “Saberes, sabores e poderes: Arte, Literatura e Comida nas Religiões de Matriz Africana”
O Vaticano e o Holocausto: implicações políticas do silêncio de Pio XII
Recentemente um documento foi exposto nos noticiários que revelou que Eugenio Paccelli, Papa Pio XII (1939 - 1958), estava ciente da existência de campos nazistas e o funcionamento real deles. Contrapondo os ditos anteriormente que afirmavam a desinformação da Santa Sé na época, descredibilizando a atuação de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial e sua neutralidade - com o silêncio - diante das milhares de mortes que ocorreram, principalmente contra à população judaica. Mas por que as cartas estão vindo à tona agora, e o que o silêncio de Pio XII representa politicamente para o Vaticano?
