Debates

Observações sobre a relação da China com o Budismo Tibetano

A relação da República Popular da China com o budismo tibetano, está não apenas associado ao comunismo chinês, mas à relação de poder que a nação impõe sobre o Tibete ao longo da sua trajetória. Ao propor uma retratação histórica, o território foi conquistado pelos mongóis no século XIII e ocupado pelos chineses em 1720, na época da dinastia Qing. O País só alcançou a independência com a queda da dinastia Manchu e o fim do império chinês, em 1912, então governado pelo Dalai Lama e de autonomia interna e governo próprio, mas há controvérsias. Por vezes os chineses chegaram contestar que o Tibete nunca foi separado da nação, com o argumento de que antigos territórios do império chinês devem fazer parte da China continental.

Resenhas

Resenha – “Uma História dos Povos Árabes”, de Albert Hourani

Essa obra seminal, elementar para qualquer estudioso do Oriente Médio, foi publicada pela primeira vez em 1991. Como fica claro desde o início da obra, seu relato de uma civilização inspira-se grandemente na obra de Ibn Khaldun [2], Muqaddimah. Permeando toda a obra de Hourani, está o conceito de asabiyya, ou seja, “um espírito corporativo voltado para a obtenção e manutenção do poder” (p.17). Nota-se que a coesão e existência do mundo árabe foi fruto de um poder que passara de governantes para os membros do próprio grupo, muitas vezes substituído por uma dinastia que continuaria a conduzir o poder de modo semelhante.

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Religião e COVID-19: quatro lições da experiência do Ebola

O Ebola e o COVID-19, duas doenças infecciosas devastadoras que se espalharam rapidamente pelas populações, cruzando fronteiras de todos os tipos, colocaram os sistemas de saúde locais, nacionais e internacionais em testes cruciais. Elas também testam comunidades religiosas, local e globalmente. É possível aprender lições vitais de ambas as experiências. Primeiro, religião e ciência devem… Continuar lendo Religião e COVID-19: quatro lições da experiência do Ebola

Debates

O coronavírus, a religião e o sistema internacional: Um recomeço a partir do vazio

A chegada do coronavírus - COVID-19 - como uma ameaça com potencial para interromper o sistema internacional e abalar os pilares da religião global organizada nos lembrou mais uma vez do poderoso impacto que as doenças podem ter na civilização e na religião. É fundamental entender, portanto, de que forma as mensagens passadas pelos líderes globais e religiosos, em especial, a bênção Urbi et Orbi - ministrada pelo Papa Francisco a uma Praça vazia com tons escatológicos - podem ser entendidas para a continuidade dessas instituições.

Debates

Religião e COVID-19: o que líderes religiosos estão fazendo a respeito?

Em dezembro de 2019, os primeiros casos do Covid-19 foram anunciados pelo governo chinês e, em março de 2020, a OMS classificou a doença como uma pandemia devido ao aumento do número de casos e a disseminação da doença a nível global. Até o começo de abril, constata-se que temos cerca de 1.400.000 casos confirmados e 80.000 mortes em todo o mundo [...] Então, qual o comportamento de líderes religiosos frente à pandemia e de que forma esses líderes podem exercer um papel positivo ou negativo para o Estado? 

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Celtics vs Rangers: religião e rivalidade no maior clássico futebolístico escocês

A Escócia, região que compõe o Reino Unido, com aproximadamente cinco milhões e meio de habitantes, possui uma das maiores rivalidades do futebol mundial. Isso porque, o país de religião protestante, possui entre seus maiores times um clube de origem católica, criado por imigrantes e com viés esquerdista. Em contraponto, um outro clube de raiz protestante, monarquista e elitista.

Debates

Religião e Política na Índia: cultura política, direitos e Hindutva

Por que há uma incidência forte da religião no contexto político na Índia? Para responder essa pergunta, de maneira concisa, apontamos a cultura política do país como vetor que maximiza a religião na política. Assim, é importante colocar que a República secular na Índia teve início com uma forte influência religiosa, e que as diversas religiões, que convivem no contexto indiano, têm em suas filosofias princípios de hierarquia social e disparidade na universalização dos direitos.

Resenhas

Resenha – “Campos de sangue: Religião e a História da Violência”, de Karen Armstrong

Karen Armstrong é professora e é autora de diversos livros (The Case for God. Vintage. 2009; The Great Transformation: The Beginning of Our Religious Traditions. 2006.; The Battle for God: Fundamentalism in Judaism, Christianity and Islam. 2000.; A Short History of Myth. 2005.). Em “Campos de sangue: Religião e a História da Violência” (2016, Companhia das Letras) ela busca respostas para a ligação entre religião e violência, essas que se apresentam juntas, possivelmente, desde as primeiras civilizações: Seria, então, a religião violenta? Quanta culpa pela história da violência humana podemos atribuir à religião em si?

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Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar

Qualquer que seja o aspecto, a situação dos rohingya em Mianmar é terrível. Embora reivindiquem a cidadania birmanesa, a maioria dos rohingya recebe cidadania negada pelo Estado birmanês, é classificado como imigrante bengali, e sujeito a formas virulentas de discriminação. A violência sancionada pelo Estado piorou nos últimos anos, com muitos expulsos de suas aldeias,… Continuar lendo Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar