Debates

Uma fé digital? A pandemia de COVID-19 e a adaptabilidade da religião

Os bloqueios causados pela Covid-19 enfraquecerão a estabilidade da religião moderna? A religião se adaptar a uma sociedade amplamente mudada? Neste breve texto, refletimos sobre estas e outras questões, para explorar o que a ascensão da religião digital durante a Covid-19 pode nos dizer sobre a natureza da religião e sua capacidade de adaptação em tempos incertos.

Debates

Religião e Relações Internacionais: Revisão de uma concepção esgotada de progresso e pesquisa

Nestes tempos de pandemia e retiro forçado em nossas casas, há quem fale em retorno à normalidade e quem fale que não podemos voltar à antiga normalidade porque ela é o problema. Assim se fala numa nova normalidade ou numa outra normalidade. Há, porém, quem tenha transformado o vírus em bode expiatório como se ele fosse o responsável pela mudança em nossas vidas. Há quem considere o vírus como nosso inimigo de guerra, mas será mesmo assim? O vírus é causa de nossos males ou consequência de um modo coletivo de vida, global e local que está quebrando equilíbrios vitais e colocando a vida em risco no planeta?

Eventos, Notícias

Ciclo de Debates do CEPRIR

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião tem o prazer de convidar a comunidade acadêmica, sociedade civil e interessados a acompanhar o Ciclo de Debates do CEPRIR. O Ciclo consiste em uma série de eventos online, que se estenderá de Julho a Novembro de 2020, e contará com a participação de pesquisadores… Continuar lendo Ciclo de Debates do CEPRIR

Debates

Resistindo à lógica colonial no pensamento cristão: um ensaio sobre o supersessionismo nos EUA

Por mais tentador que seja atribuir impulsos assassinos aos chamados tempos coloniais anteriores, os cristãos fariam bem em prestar atenção em como essa lógica continua a operar hoje no pensamento teológico e político.

Debates

Breve observação sobre os nacionalismos secular e religioso

Como fundamentos para os estados-nação, o nacionalismo religioso e o nacionalismo secular são frequentemente vistos como pólos opostos. Todas essas representações perpetuam mal-entendidos comuns sobre religião e secularismo. Na realidade, o nacionalismo religioso e o nacionalismo secular são termos genéricos que incluem ideologias incrivelmente diversas. Seus valores podem ser sobrepostos ou opostos, dependendo do contexto social e histórico.

Debates

Os muitos Ramayanas e o monopólio do pensamento

O Ramayana pertence a uma classe de literatura conhecida em sânscrito como kavya (poesia), embora no Ocidente seja considerada como pertencendo à categoria de literatura familiar aos leitores de Homero, o épico. O texto teve uma influência decisiva na formação da natureza da civilização indiana. Em 2011, o Conselho Acadêmico da Universidade de Delhi decidiu retirar o ensaio 300 Ramayana de A.K. Ramanujan do plano de estudos da instituição, em grande parte devido à pressão das organizações de direita. O ensaio é objeto de polêmica desde 2008, quando esses grupos se opuseram a algumas das conclusões apresentadas por Ramanujan.

Notícias, Publicações

Professor Fábio Bento lança novo livro: “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais”

Em “A utopia prática dos Focolares: religião, política e relações internacionais” o professor Fábio Bento volta aos anos de 1990, para lembrar que enquanto alguns celebravam o fim do sovietismo como uma vitória do capitalismo, a fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, na contramão desse entusiasmo, interrogou-se sobre quando ocorreria também a queda do “muro do capitalismo e do consumismo” e lançou em seguida como desafio planetário a construção de uma nova economia, ecológica, de comunhão, partilha e de não acumulação privatista. Esta publicação é destinada a estudantes e interessados em construir frentes em prol da fraternidade social, local e mundial.

Resenhas

Prefácio de “Frei Betto e o Socialismo Pós-Ateísta”

Qual é a função da religião e da religiosidade para a revolução? O quão autêntico, autônomo e inevitável é o papel do ateísmo para o pensamento marxista? De que forma os soviéticos absorveram e, de certa forma, realizaram uma autofagia da relação entre a religião e a luta de classes? Quais pensamentos foram preteridos e obscurecidos nesse processo, e como o pensamento leigo, ateu mas não ateísta, sobreviveu aos anos de glória do ateísmo soviético? A obra de Fábio Régio Bento tenta responder algumas dessas questões, trazendo à luz uma reflexão profunda sobre as novas dúvidas que surgem mesmo das respostas a tais provocações.