Debates

A Invenção da Religião Como Violência

"Mais guerras foram travadas, mais pessoas foram mortas e mais maldade perpetrada em nome da religião do que por qualquer outra força institucional na história da humanidade." Deparados com esta comum afirmação, o que significamos por religião? Quais seriam estas outras forças institucionais? Quanto tempo abarca a história da humanidade? Este breve texto propõe verificar se tal assertiva resiste a uma sucinta reflexão empírica.

Debates

Mahsa Amini, o Irã e o Sistema Internacional: o que esperar?

A República Islâmica do Irã vem enfrentando uma série de protestos violentos e manifestações em diversas cidades contra o regime teocrático, desencadeados pela morte da jovem iraniana Mahsa Amini. Esse cenário de instabilidade interna iraniano, aumenta a crise de legitimidade que o governo vem sofrendo.

Debates

A invasão russa e a batalha pela independência espiritual da Ucrânia

No longo discurso do presidente Putin antes da invasão, ele fez alusão às narrativas religiosas que sustentam a batalha em torno da identidade nacional ucraniana. Putin afirmou que "a Ucrânia é uma parte inalienável de nossa própria história, cultura e espaço espiritual”. O conflito na Ucrânia não é apenas uma terrível questão de violência, mas também um conflito com significado religioso profundamente enraizado.

Notícias, Publicações

Lançado o livro “Sexto Continente: Da Hostilidade ao Ágape”

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião (CEPRIR) tem a alegria de lançar o livro "Sexto Continente: Da Hostilidade ao Ágape", de autoria do Professor Doutor Fábio Régio Bento. O livro é o primeiro lançamento do Centro, e está disponível gratuitamente para download, no formato e-book, em .pdf, pelo endereço abaixo, ou… Continuar lendo Lançado o livro “Sexto Continente: Da Hostilidade ao Ágape”

Debates

Observações sobre a relação da China com o Budismo Tibetano

A relação da República Popular da China com o budismo tibetano, está não apenas associado ao comunismo chinês, mas à relação de poder que a nação impõe sobre o Tibete ao longo da sua trajetória. Ao propor uma retratação histórica, o território foi conquistado pelos mongóis no século XIII e ocupado pelos chineses em 1720, na época da dinastia Qing. O País só alcançou a independência com a queda da dinastia Manchu e o fim do império chinês, em 1912, então governado pelo Dalai Lama e de autonomia interna e governo próprio, mas há controvérsias. Por vezes os chineses chegaram contestar que o Tibete nunca foi separado da nação, com o argumento de que antigos territórios do império chinês devem fazer parte da China continental.

Debates

Celtics vs Rangers: religião e rivalidade no maior clássico futebolístico escocês

A Escócia, região que compõe o Reino Unido, com aproximadamente cinco milhões e meio de habitantes, possui uma das maiores rivalidades do futebol mundial. Isso porque, o país de religião protestante, possui entre seus maiores times um clube de origem católica, criado por imigrantes e com viés esquerdista. Em contraponto, um outro clube de raiz protestante, monarquista e elitista.

Resenhas

Resenha – “Campos de sangue: Religião e a História da Violência”, de Karen Armstrong

Karen Armstrong é professora e é autora de diversos livros (The Case for God. Vintage. 2009; The Great Transformation: The Beginning of Our Religious Traditions. 2006.; The Battle for God: Fundamentalism in Judaism, Christianity and Islam. 2000.; A Short History of Myth. 2005.). Em “Campos de sangue: Religião e a História da Violência” (2016, Companhia das Letras) ela busca respostas para a ligação entre religião e violência, essas que se apresentam juntas, possivelmente, desde as primeiras civilizações: Seria, então, a religião violenta? Quanta culpa pela história da violência humana podemos atribuir à religião em si?

Debates

Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar

Qualquer que seja o aspecto, a situação dos rohingya em Mianmar é terrível. Embora reivindiquem a cidadania birmanesa, a maioria dos rohingya recebe cidadania negada pelo Estado birmanês, é classificado como imigrante bengali, e sujeito a formas virulentas de discriminação. A violência sancionada pelo Estado piorou nos últimos anos, com muitos expulsos de suas aldeias,… Continuar lendo Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar

Debates

Islã como uma força política: mais que crença

Desde o 11 de setembro, e ainda mais com as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, a violência em nome de Deus é predominantemente percebida como um tipo “diferente” de violência, que desencadeia manifestações mais “absolutas” e radicais. Como resultado, a avaliação dominante da religião nos assuntos mundiais é que o alcance do terrorismo em nome de Deus cresceu fora de controle, que essa violência é inspirada pelas especificidades da tradição islâmica e resiliente às formas usuais de religião, compromisso ou negociação.