Debates

Crimes de Ódio e Islamofobia: Um Novo Cenário nos Estados Unidos?

O crime de ódio é um tema que constitui diversos ângulos, não se abstém de fatores históricos, muito menos de processos sociopolíticos, sequer das entrelinhas do fator cultural. Neste texto, abordamos o tema dos crimes de ódio, destacando a sua relação com fatores históricos, processos sociopolíticos e questões culturais. Referências como o livro "O Orientalismo", de Edward Said, nos ajudam a compreender a ficção construída em torno do Oriente Médio e a necessidade de evitar generalizações.

Debates

A Invenção da Religião Como Violência

"Mais guerras foram travadas, mais pessoas foram mortas e mais maldade perpetrada em nome da religião do que por qualquer outra força institucional na história da humanidade." Deparados com esta comum afirmação, o que significamos por religião? Quais seriam estas outras forças institucionais? Quanto tempo abarca a história da humanidade? Este breve texto propõe verificar se tal assertiva resiste a uma sucinta reflexão empírica.

Eventos, Histórico

Mesa-redonda “Véus e vozes: Mulheres, Feminismo e Mudança Social no Islã”

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião convida para a mesa-redonda "Véus e vozes: Mulheres, Feminismo e Mudança Social no Islã", a acontecer no dia 16 de Junho, em conferência online no canal do CEPRIR no YouTube. O evento contará com a participação das pesquisadoras O evento contará com a participação das seguintes pesquisadoras Aycha Sleiman (UFABC); Thaís Kierullf (PUC Minas) e Ana Gabriela Reis (PPGRI UEPB).

Debates

É possível pensar em “Potências Médias Religiosas”?

Um número crescente de estudiosos de RI e formuladores de políticas agora acreditam que o estudo da religião adiciona valor à nossa compreensão dos assuntos mundiais. O benefício oposto pode ser igualmente verdadeiro - que os conceitos de RI adicionam valor à nossa compreensão da religião. Neste post, voltamos ao conceito de potência média usado em discursos sobre política externa e o aplicamos à religião.

Debates

A estratégia neopentecostal, a guerra espiritual e os atos golpistas

Os atos golpistas de 8 de janeiro repercutiram nacional e internacionalmente como um atentado contra o republicanismo, a civilidade e o povo brasileiro que, apenas uma semana antes, havia entregado a faixa presidencial ao 39° presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda que não tenham origem religiosa, os atos em frente aos quartéis, mas também os grupos e fóruns de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, rememoram a estratégias utilizadas por grupos que tradicionalmente o são. Uma delas, familiar para os pesquisadores de neopentecostais, é a de expulsar aqueles que seriam os responsáveis pela desgraça da nação, inclusive através do uso da força.

Debates

Que o Brasil não se torne outra Síria. Relatos de um residente brasileiro: “Ainda dá tempo de não derramar o leite, e ter que chorar depois por não ter evitado tal estrago”

Mesmo vivendo fora do Brasil há 17 anos, nunca deixei de acompanhar o contexto sócio-político brasileiro. Nesses anos que estou fora do meu país por escolha pessoal de vida missionária, tive a oportunidade de conhecer mais de 25 países de quatro continentes e de viver em vários lugares muito diferentes uns dos outros (como nos EUA, países da Europa e, sobretudo, do Oriente Médio). O que vou tentar escrever sobre os fatos ocorridos em Brasília no dia 08/01/2023 é uma opinião pessoal e respeito quem pensa em modo diferente. Não vou tratar de política partidária, mas simplesmente sublinhar a importância do diálogo para sanar as muitas feridas que foram abertas nestes últimos anos no Brasil. Ao final desta breve análise apresento uma síntese sobre a trágica situação atual da Síria depois de 12 anos de guerra, enfatizando que no Brasil ainda há tempo de se evitar o pior.

Debates, Notícias

Do Catar à Iugoslávia, passando pela Rússia: quando um gol vira um ato político

A Copa do Mundo da FIFA 2022 chegou ao fim, mas já pode ser marcada na história como uma das mais politicamente importantes das últimas edições. Marcada por protestos e muita agitação nas redes sociais, a Copa do Qatar se transformou num grande palco para que pautas políticas protagonizassem as partidas junto aos jogadores. Assim, uma das mais marcantes partidas desta edição ganhou destaque não somente pelo talento das equipes, mas como os adversários fizeram com que pautas políticas também fossem colocadas em jogo.

Debates

Fé na democracia. Estado dique, liberalismo político e pós-capitalismo – breve análise política no contexto eleitoral brasileiro de 2022

As tentativas no Brasil de desestabilizar a normalidade democrático-eleitoral antes, durante e depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, pela estratégia de desmoralização da credibilidade técnica das urnas eletrônicas, pelos acampamentos contra a legalidade articulados nacionalmente na frente de quarteis, pelo terrorismo dos bloqueios praticado nas rodovias nacionais, mostram que a expressão “Estado Democrático de Direito” emerge como relevante, indicando ser expressão descritivo-normativa, socialmente protetora das liberdades constitucionais e não mera abstração conceitual para fins de cognição restrita ao âmbito acadêmico. No presente artigo queremos revisitar algumas caracterizações clássicas sobre Estado no contexto da tensão eleitoral no Brasil de 2022 partindo da hipótese segundo a qual liberalismo político e igualdade social não são posições práticas contraditórias, mas que podem ser interpretadas e praticadas como posições coletivas colaborativas e complementares. A questão, mesmo sendo antiga, emerge como urgente no contexto eleitoral brasileiro de 2022, de ameaça à legalidade eleitoral, sendo assim um artigo mais sobre a relevância e nuances atuais de um antigo e sempre novo tema, do que sobre o tema prático-teórico em si clássico.

Debates

Mahsa Amini, o Irã e o Sistema Internacional: o que esperar?

A República Islâmica do Irã vem enfrentando uma série de protestos violentos e manifestações em diversas cidades contra o regime teocrático, desencadeados pela morte da jovem iraniana Mahsa Amini. Esse cenário de instabilidade interna iraniano, aumenta a crise de legitimidade que o governo vem sofrendo.