Na noite de hoje (20/04), o Prof. Me. Nivaldo Inojosa (ASCES/UNITA), participará de um evento online, debatendo o Diálogo Interreligioso. O evento é realizado por um braço do Movimento Internacional dos Focolares. Confira o briefing e mais informações.
O coronavírus, a religião e o sistema internacional: Um recomeço a partir do vazio
A chegada do coronavírus - COVID-19 - como uma ameaça com potencial para interromper o sistema internacional e abalar os pilares da religião global organizada nos lembrou mais uma vez do poderoso impacto que as doenças podem ter na civilização e na religião. É fundamental entender, portanto, de que forma as mensagens passadas pelos líderes globais e religiosos, em especial, a bênção Urbi et Orbi - ministrada pelo Papa Francisco a uma Praça vazia com tons escatológicos - podem ser entendidas para a continuidade dessas instituições.
Religião e COVID-19: o que líderes religiosos estão fazendo a respeito?
Em dezembro de 2019, os primeiros casos do Covid-19 foram anunciados pelo governo chinês e, em março de 2020, a OMS classificou a doença como uma pandemia devido ao aumento do número de casos e a disseminação da doença a nível global. Até o começo de abril, constata-se que temos cerca de 1.400.000 casos confirmados e 80.000 mortes em todo o mundo [...] Então, qual o comportamento de líderes religiosos frente à pandemia e de que forma esses líderes podem exercer um papel positivo ou negativo para o Estado?
Celtics vs Rangers: religião e rivalidade no maior clássico futebolístico escocês
A Escócia, região que compõe o Reino Unido, com aproximadamente cinco milhões e meio de habitantes, possui uma das maiores rivalidades do futebol mundial. Isso porque, o país de religião protestante, possui entre seus maiores times um clube de origem católica, criado por imigrantes e com viés esquerdista. Em contraponto, um outro clube de raiz protestante, monarquista e elitista.
Religião e Política na Índia: cultura política, direitos e Hindutva
Por que há uma incidência forte da religião no contexto político na Índia? Para responder essa pergunta, de maneira concisa, apontamos a cultura política do país como vetor que maximiza a religião na política. Assim, é importante colocar que a República secular na Índia teve início com uma forte influência religiosa, e que as diversas religiões, que convivem no contexto indiano, têm em suas filosofias princípios de hierarquia social e disparidade na universalização dos direitos.
Resenha – “Campos de sangue: Religião e a História da Violência”, de Karen Armstrong
Karen Armstrong é professora e é autora de diversos livros (The Case for God. Vintage. 2009; The Great Transformation: The Beginning of Our Religious Traditions. 2006.; The Battle for God: Fundamentalism in Judaism, Christianity and Islam. 2000.; A Short History of Myth. 2005.). Em “Campos de sangue: Religião e a História da Violência” (2016, Companhia das Letras) ela busca respostas para a ligação entre religião e violência, essas que se apresentam juntas, possivelmente, desde as primeiras civilizações: Seria, então, a religião violenta? Quanta culpa pela história da violência humana podemos atribuir à religião em si?
Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar
Qualquer que seja o aspecto, a situação dos rohingya em Mianmar é terrível. Embora reivindiquem a cidadania birmanesa, a maioria dos rohingya recebe cidadania negada pelo Estado birmanês, é classificado como imigrante bengali, e sujeito a formas virulentas de discriminação. A violência sancionada pelo Estado piorou nos últimos anos, com muitos expulsos de suas aldeias,… Continuar lendo Além da liberdade religiosa: os rohingya e a política dos direitos religiosos em Mianmar
Adoração espiritual, budismo tibetano e o Ocidente
Os seguidores de Dorje Shugden começaram a protestar no verão de 1996 [...] Isso aconteceu em resposta à repetida postura pública do Dalai Lama contra a prática. As razões do Dalai Lama para "proibir" esta prática eram que ela encoraja o sectarismo, que sendo essencialmente uma forma de culto ao espírito, não tem nada a ver com o budismo e porque esta prática não é benéfica para a comunidade tibetana. Há, no entanto, uma complexa dinâmica de opiniões divergentes que estão no cerne do "caso Shugden" e é preciso compreender a contextualização desta controvérsia em termos globais.
China alerta sobre a Caxemira com o Tibete e Xinjiang em mente
Recentemente, a Índia removeu a autonomia da província da Caxemira, abrindo o caminho para um possível crescimento do budismo na região, causando riscos à população muçulmana na região. Qual o papel da China nesse cenário e como a religião joga um papel fundamental no futuro da região?
Separação entre igrejas ucraniana e russa mostra importância política do cristianismo ortodoxo
A recente decisão da Igreja Ortodoxa Ucraniana de se separar de sua contraparte russa depois de mais de 300 anos de ligação reflete não apenas o contínuo conflito militar entre os dois países nos últimos anos, mas também o importante papel político que o cristianismo ortodoxo desempenha na região.
